cover
Tocando Agora:

Chefe de facção presa na Bolívia volta ao presídio de onde fugiu em MT

Chefe de facção criminosa presa na Bolívia chega em Cuiabá A chefe de facção criminosa conhecida como Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliqu...

Chefe de facção presa na Bolívia volta ao presídio de onde fugiu em MT
Chefe de facção presa na Bolívia volta ao presídio de onde fugiu em MT (Foto: Reprodução)

Chefe de facção criminosa presa na Bolívia chega em Cuiabá A chefe de facção criminosa conhecida como Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi transferida para o Presídio Feminino Ana Maria do Couto, em Cuiabá, de onde fugiu em 17 de agosto de 2025. A detenta ficará em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por seis meses, com possibilidade de prorrogação. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o regime prevê restrições à rotina da detenta, que ficará isolada das demais presas, terá períodos reduzidos de visitas e de banho de sol, além de maior vigilância por parte das policiais penais. A medida foi adotada devido à periculosidade atribuída à detenta, que acumula condenações que somam 260 anos de prisão e responde a outros inquéritos e processos criminais. De acordo com o delegado, ela também é apontada como uma das chefes de uma organização criminosa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A transferência para Mato Grosso foi realizada nessa terça-feira (20). Ela foi capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante uma ação conjunta das polícias Civil de Mato Grosso e boliviana. Dois dias depois, foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para uma unidade prisional de Corumbá (MS), onde aguardou a transferência. As investigações indicam que Angeliquinha teria atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região. A Polícia Civil apura o envolvimento dela em crimes relacionados ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de atividades criminosas. Operação Showdown Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para investigar suspeitas de que familiares de Angeliquinha davam suporte às atividades criminosas ligadas a ela e ajudavam a lavar dinheiro. Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas. Segundo a investigação, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses. Para os investigadores, os valores eram incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos, e empresas e outros negócios teriam sido usados para dar aparência lícita a recursos de origem criminosa. Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, chega a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Polícia Civil